Atualmente, muito tem se falado em inovação do gênero telenovela e a consequente fuga do maniqueísmo – este o maior indício de conservação do gênero. Máscaras, que estreou na noite desta terça (10/04), parece seguir este caminho. Lauro Cesar Muniz, o autor da obra, criou personagens humanos que não se encaixam nos rótulos constantes de “mocinho” e “bandido”. Aparentemente, pelo menos.
O roteiro atribuído pelo autor à novela pode ser resumido em uma palavra: diferenciado, e, por vezes, arrastado. A história já estava em andamento no primeiro capítulo e este fato contribuiu para inserir à trama o tom de mistério proposto. Em contrapartida, o grande público, acostumado com histórias extremamente mastigadas e de fácil entendimento (pois a maior parte das produções atuais vem seguindo esta regra, diga-se) pode estranhar e não corresponder as expectativas. As atuações, em geral, estavam na média, com Petronio Contijo e Fernando Pavãopodendo melhorar. A direção mostrou-se competente, principalmente nas cenas do transatlântico.
Avaliando a primeira semana de exibição, estaremos bem servidos durante os próximos meses (ou quase um ano!). Fica a torcida de que a Recordouça os apelos de Lauro e diminua o número de capítulos de seus enredos. Talvez, assim, teremos a melhor novela da emissora em muito tempo. A referida emissora, o autor e toda a produção de Máscaras são dignas de parabéns, por exibirem uma novela arriscada e que muito pode render.
tv em letras - Fuxica aê
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