Um dia depois de deixar o Centro Integrado de Atenção à Saúde (Cias), em Vitória, no Espírito Santo, Débora Lyra concedeu uma entrevista exclusiva ao band.com.br.
Ainda debilitada após passar por duas cirurgias delicadas, a Miss Brasil 2010 recupera-se na casa dos pais, em Vila Velha, mas planeja voltar para a sua casa em São Paulo assim que estiver melhor.
A moça sofreu um grave acidente no dia 27 de dezembro quando seguia para Búzios com o namorado, Hermon Souza Lopes, a sogra, Maria Auxiliadora Miguel de Souza, e a amiga Caroline Carone. O grupo planejava passar o Réveillon no Rio de Janeiro, mas quando passava pelo KM 341 da BR-101 Sul, em Guarapari, na Grande Vitória, o rapaz perdeu o controle do carro que dirigia, invadiu a contramão e colidiu de frente com um jipe Toyota Bandeirante, onde estava Roberto Lessa, de 24 anos, e Júlia Lessa Vasconcellos, de 26.
Maria Auxiliadora, mãe de Hermon, morreu na hora. Os demais envolvidos no acidente foram levados a um hospital da região em estado grave.
Com o choque entre os carros, a miss teve um hemorragia interna e foi obrigada a retirar o baço, além de passar por uma cirurgia na coluna. Apesar disso, ela não lembra de nada do que aconteceu e, ainda abalada, evita falar sobre a morte da sogra.
Você lembra do momento do acidente?
Eu não lembro do acidente nem dos 3 dias posteriores a ele. Para falar a verdade eu nem me lembro de ter entrado no carro.
Qual foi a primeira coisa que pensou quando acordou e se deu conta do que tinha acontecido?
No dia 31 eu perguntei para a minha irmã mais nova, que estava no quarto comigo, o que tinha ocorrido e ela me contou do acidente. A primeira coisa que eu pensei foi em como estava o meu namorado, minha sogra e minha amiga, que estavam no carro comigo.
Por quanto tempo você permaneceu desacordada?
Desacordada mesmo, não muito tempo. Meu pai disse que conversou comigo horas depois da segunda cirurgia e nos primeiros dias que se seguiram os meus parentes me visitavam e eu conversava com eles, mas eu não me lembro de nada. A primeira lembrança que eu tenho é do dia 31.
Teve medo de morrer?
Não, porque quando acordei já estava estabilizada, não corria mais esse risco.
O que pretende fazer daqui para frente?
Começar a escrever um livro a respeito da minha trajetória e me tornar apresentadora de TV.
Qual a lição que tira disso tudo?
Com tudo o que aconteceu aprendi a dar mais valor às pequenas coisas da vida.
Band.com.br
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